terça-feira, 12 de julho de 2011

Festas e Actividades CMCFOA Agosto 2011

Durante o mês de Agosto, poderá participar em todas as actividades planeadas pela comissão de melhoramentos Casas Figueiras, Outeiro e Abitureira.

São as seguintes:
Clube Leitura é Cultura (todos os dias)
Jogos Tradicionais (todos os dias)
Passeio Pedestre (todas as quintas, informe-se junto da comissão os locais e condições)
Histórias e Lendas da Avó ( segundas, quartas e sextas das 14h às 15h)
Cinema sessão das 14h ( terças das 14h às 15h30)
Cinema sessão das 22h ( terças das 22h às 23h30)
Bar Alegre ( todos os dias a partir das 22h, serviço de bar, karaoke, música)
Dia 14 de Agosto, domingo, festa com almoço ( informe-se junto da comissão o programa do dia ou  no facebook)

Mais informações, contactar a comissão de melhoramentos, ou página facebook, ou Luciana Costa ( 96 129 15 46)

Venha divertir-se connosco este Verão, traga um amigo!
Venha conhecer melhor o nosso concelho de Seia. (Serra da Estrela)
Faça como nós PARTILHE

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Clube Leitura é Cultura

Olá, amigos, conterrâneos e todos os outros que visitam a nossa página facebook e o nosso blog.
Este ano, em Agosto vamos dar início ao clube da Leitura é Cultura, contamos com a vossa colaboração neste novo projecto.
A base deste projecto está em dinamizar as aldeias da freguesia de Vide, desenvolvendo a cultura das mesmas. Ocupando os mais novos e ensinado os mais velhos.

De que forma todos podem ajudar?
Contribuindo voluntáriamente com livros e jogos usados

Como é que funciona?
É simples, os livros e jogos doados, vão ficar na sede da comissão de melhoramentos Casas Figueiras, Outeiro e Abitureira. Qualquer pessoa que viva ou passe férias na freguesia de Vide pode usufruir desses livros e jogos, no local ou levar para casa.

Têm algum custo?
Ao levar para casa, paga 5€, que seram devolvidos na data da retoma dos mesmos, afim de assegurar que os livros e jogos sejam devolvidos e não prejudiquem o bom funcionamento do clube.

Quantos livros e ou jogos se pode levar para casa?
Cada pessoa pode levar até 2 livros ou 1 jogo.

Quanto tempo se pode ficar com os livros ou jogos em casa?
Devido à distância entre aldeias, cada pessoa pode ficar com os mesmos até 7 dias.

Qual o horário de funcionamento?
O clube da Leitura é Cultura, funciona todos os dias do mês de Agosto, mas pretendemos que este projecto não fique só por Agosto, queremos que seja um projecto de e com futuro 365 dias por ano.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Almoço/Grelhados de Homenagem por Honra e Mérito


O grupo de associados da Comissão de Melhoramentos Casas Figueiras, Outeiro e Abitureira, decidiu efectuar um almoço/grelhados de homenagem por honra e mérito a Arménio Marques, como forma de agradecimento pelos serviços prestados, em prol da colectividade e das respectivas povoações.

O almoço/grelhados realiza-se no dia 11 de Junho de 2011 (sábado), às 13 horas, na sede da Comissão, em Casas Figueiras.


Ementa do almoço/grelhados:



Caldo verde

Pão de trigo e broa de milho

Sardinhas assadas

Entremeadas

Bifanas

Vinho

Refrigerantes

Àgua

Fruta

Café

Licor regional



Preço para adultos: 10€

Preço para crianças dos 5 aos 10: 5€

Preço para crianças dos 0 aos 4: grátis



Inscrições e informações adicionais, contactar:



Luciana Costa: 96 129 15 46

Carlos Morais: 96 332 57 91

António Marques: 96 249 23 00




*Só se aceitam inscrições até ao dia 31 de Maio de 2011, inclusivé.

Não são aceites inscrições após a data referida.

terça-feira, 3 de maio de 2011

1ª Prova de produtos artesanais da freguesia de Vide

Foi no domingo de Páscoa, que se realizou pela 1ª vez, uma degustação/prova de produtos artesanais, tradicionais e regionais da freguesia de Vide. Esta degustação teve lugar na sede da Comissão de Melhoramentos Casas Figueiras, Outeiro e Abitureira, durante a tarde de domingo dia 24 de Abril de 2011.
Por aqui passaram visitantes vindos de Norte a Sul do país, que degustaram e adiquiriram produtos artesanais. Alguns prometeram voltar, foram acolhidos com carinho e com toda a simplicidade das "gentes serranas".
Esta 1ª degustação/prova foi um sucesso, esperamos contar com a presença de outros visitantes em eventos futuros. E mostrar a Portugal, que a Serra da Estrela é muito mais que neve e queijo da serra.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Aldeias de Montanha através de Portal da Estrela

Câmara de Seia apresenta nova rede de Aldeias de Montanha que aposta no Turismo Solidário


Depois da apresentação da brochura “Aldeias de Montanha” a Câmara de Seia apresentou recentemente, no auditório do edifício sede do Turismo de Portugal, em Lisboa, a operação de dinamização da Rede das Aldeias de Montanha.
O objectivo desta iniciativa é «dinamizar um conjunto de aldeias de características únicas, aglomerados representativos da herança histórica, cultural e ambiental da Serra da Estrela e de Portugal». O projecto vai assentar no conceito de «Turismo Solidário» e deve estar concluído como «produto turístico» dentro de «meio ano», segundo Jorge Brito, vereador da Câmara de Seia.
O autarca referiu também que a dinamização da rede das Aldeias de Montanha assenta, cumulativamente, em três pilares, «na valorização territorial, que pretende mostrar o que de melhor se tem, no cunho diferenciador que é a inovação e na sustentabilidade ambiental, enquanto denominador deste e doutros projectos naqueles territórios». Estes três vectores têm neste território de Aldeias de Montanha «um local étimo para se treinar e para encetar estratégias e potencializar o território e criar um produto único», o que permitirá «gerar emprego, riqueza e bem-estar social». Adiantou ainda que «temos imenso potencial naquele território, pensamos no Plano de Dinamização como uma das vertentes do projecto» e que as componentes de requalificação urbana e modernização tecnológica «serão outros patamares».
Durante a apresentação da rede a palavra mais repetida foi «pessoas», ou seja, as metas de salientar laços comunitários, o envolvimento de economias familiares, de agentes locais e dos habitantes para pôr em prática o conceito de «Turismo Solidário».
António Fontes, da empresa consultora que elaborou o projecto, avançou com os adjectivos a apostar para caracterizar estas aldeias: orgulhosas, calorosas, memoriais, sãs, inovadoras, genuínas, refúgios, sagradas e generosas. Em cima da mesa, está o desenvolvimento de roteiros, gastronomia, o envolvimento nomeadamente de instituições locais, para preservar “memórias”, como as do tempo de exploração do volfrâmio. Outros planos são a criação de uma bolsa solidária, do conceito Bed & Bike (cama e bicicleta), a requalificação da aldeia do Sabugueiro, que se pretende venha a ser a «aldeia mais alta e mais tecnológica de Portugal».
Além do Sabugueiro fazem parte da rede das Aldeias de Montanha as freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Lapa dos Dinheiros, Loriga, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim e Vide, «um território que se organiza em rede, uma rede que mobiliza afinidades, afinidades que geram afectos nos turistas», salienta a autarquia.

Serra da Estrela passou de 150 mil dormidas para 600 mil

O presidente da entidade regional de Turismo da Serra da Estrela, Jorge Patrão, sublinhou a coincidência desta apresentação surgir um dia depois da atribuição do prémio Pritzker, considerado o Nobel da Arquitectura, a Souto Moura. O arquitecto começou há cerca de um mês o trabalho de reconversão de um edifício na região da Serra da Estrela, que será incluído na rede das Pousadas de Portugal.
O mesmo responsável sublinhou que em 10 anos se passou de 150 mil dormidas para 600 mil e de uma oferta «não legalizada» e restrita a quartos alugados para unidades hoteleiras. Esta é uma zona de Portugal que «não está dependente dos mercados externos», uma vez que apenas 15 por cento das dormidas são de turistas internacionais.
Presente esteve ainda o serrano e socialista Almeida Santos, que aproveitou para se «apresentar» enquanto o projecto era divulgado: «Eu sou um homem de Cabeça (uma das Aldeias da Montanha)».
















terça-feira, 12 de abril de 2011

Os primeiros autarcas republicanos...(portal da estrela)

Apontamentos da República na freguesia de Vide
Os primeiros autarcas republicanos que ficaram para a história…


Primeiro Presidente Republicano em Vide
Primeiro Presidente Republicano em Vide

Precisamente um mês após a Implantação da República em Portugal ocorreu em Vide o primeiro acto oficial do novo regime. Estávamos então no dia 5 de Novembro de 1910 quando, na escola primária do sexo masculino, se reuniu um grupo de cidadãos para dar cumprimento ao Alvará do Governo Civil da Guarda, de 21 de Outubro desse ano, que nomeava os novos órgãos administrativos da freguesia de Vide.
A transição do regime monárquico para a República parece ter sido pacífica em Vide, como se depreende dos documentos consultados, pois que, o anterior presidente da junta de paróquia, Reverendo Joaquim António dos Santos, foi convocado “para conferir a posse e exercício” à novel junta republicana.
Tal facto não representa a freguesia como um bastião republicano impregnado pela proximidade da sede do concelho, Seia, e pelo fervor político do conterrâneo, e figura destacada da 1.ª República, Dr. Afonso Costa. De facto houve quem, “por motivo de incompatibilidade justificada com o novo regime” se recusasse a tomar posse como membro da junta republicana, como foi o caso “do cidadão” José dos Santos Nobre Júnior.
O primeiro elenco teve como presidente o Professor Carlos Abranches Nobre sendo coadjuvado pelo secretário, cidadão José António Lopes Freire, e pelo tesoureiro, cidadão José João da Silva. Claro que, à boa maneira republicana, na acta de posse o presidente também se apresenta como “cidadão”.
Das decisões imediatas, tomadas pelo novo elenco administrativo, pouco se vislumbra das rupturas institucionais endémicas do republicanismo. Exceptuando a mudança do local das reuniões, da sacristia para a escola masculina… já o facto de o relógio da torre ficar à responsabilidade da junta republicana demonstra que se procurou ajudar a igreja, desobrigando a paróquia de pagar o “três mil réis anuais” ao responsável da máquina.
Esta primeira junta republicana teve um mandato curto tendo sido substituída, a 10 de Julho de 1911, por Alvará do Governo Civil datado de quatro do mesmo mês. Na verdade, não se tratou de uma nova “Comissão Republicana”, apenas se trocou o seu presidente que passou a ser João Augusto Brandão, de Baloquinhas, sendo acompanhado na nobre missão pelos anteriores secretário e tesoureiro.

O estado da “nação”…

Que poderemos então dizer sobre os aspectos económicos e sociais que acompanharam a comunidade de Vide nesta transição de regime?
Socorremo-nos da resposta dada a um ofício enviado, a 8 de Novembro de 1910, pelo “Presidente da Comissão Municipal Republicana de Seia”, o cidadão Artur Cabral, que questionava sobre os melhoramentos mais urgentes e necessários a realizar na freguesia de Vide.
A resposta, exemplarmente redigida e fundamentada pelo presidente, Professor Carlos Nobre, permite vislumbrar uma região onde tudo faltava e que se debatia com uma pobreza de natureza quase endémica. O que pudemos apurar – excepto no campo da assistência médica que traça uma panorâmica geral – reporta-se apenas à sede de freguesia não sendo, pois, difícil de imaginar, a realidade das restantes aldeias perdidas, literalmente, pelas serras da Estrela e do Açor.
Dos “melhoramentos materiais” mais urgentes para a freguesia destacam-se a falta de fontes públicas na aldeia, embora existissem duas nascentes que passavam por baixo das casas e currais com animais o que provocava a sua insalubridade, especialmente durante o inverno, quando as águas das chuvas privavam as pessoas de servir-se desses recursos. Valia nestes períodos as nascentes de particulares que, “por favor”, deixavam os habitantes utilizar as suas águas.
As acessibilidades, por cavalos ou carros de bois, razoáveis na época para os concelhos de Oliveira do Hospital e da Covilhã, não existiam para a sede do concelho de Seia. O caminho de ligação a esta vila só permitia a passagem a pé ou com uma “cavalgadura à rédea”, causando grande transtorno à população e entraves ao comércio com as vilas e aldeias do mesmo município.
Também havia várias ruas na aldeia que eram um “foco de infecção” durante o inverno por falta de calcetamento; a Rua da Estalagem; Rua do Forno; Rua do Bairro Alto; Travessa da Igreja; Rua do Ribeiro; Rua da Canada…
Mas havia outro melhoramento – “não material” – que a junta republicana considerava mais premente e que apresentava “à apreciação e ao vosso coração humanitário”. Tratava-se da vinda de um médico uma vez por semana, em dia certo, à sede de freguesia. Procurava-se assistência médica para 3000 “almas” distribuídas por 600 fogos que, por falta de meios para recorrer a um médico que não existia por perto, morriam, sem se conhecerem as causas, às mãos de curandeiros que, a troco de produtos da terra, tratavam como podiam, e sabiam, todas as maleitas da comunidade.
A precariedade económica e social era tão acentuada que no mesmo documento se escreve “actualmente, mesmo que um médico pudesse visitar no domicílio os doentes, a maioria das habitações não tem condições para receber tão necessária visita. Não há uma cadeira para se sentar nem tão pouco uma mesa para prescrever uma receita”.
Advinha-se que o final da Monarquia não representava perda alguma para as gentes da freguesia de Vide. A República por seu lado, mesmo que nada fizesse, representava a luz ao fundo do túnel, a esperança daqueles que por mais 30 anos esperaram por melhores condições de vida até que, fartos de uma miséria hereditária, partiram massivamente para outras paragens.

Sinais de esperança…

A 23 de Abril de 1911 discute-se, na reunião da Comissão Republicana de Vide, a expropriação de uma casa onde terminaria o primeiro troço da Estrada Portuguesa N.º 46, que ia ligar Galizes à Covilhã. No entanto esta junção só foi concluída no final da década de 1970 com a construção do troço Barriosa – Pedras Lavradas. A República trazia com ela a esperança da comunicação rodoviária ao resto do país. De tão reconhecidos deliberaram que nesse local, após a passagem da estrada, fosse construído o Largo da República.
No entanto estes indícios de mudança depressa esmoreceram e a freguesia voltou rapidamente ao seu lento e insípido desenvolvimento. Os melhoramentos não correspondiam aos anseios e necessidades da comunidade, e a sua demorada implantação desesperava os dirigentes. Prova disso mesmo foi a resposta da junta de freguesia ao pedido da Câmara Municipal de Seia, datado de 3 de Fevereiro de 1920, que procurava o consentimento para contrair um empréstimo de 20.000$00 para pagar a construção da rua de acesso ao novo Hospital da Vila. O executivo de Vide votou, por unanimidade, contra esta pretensão do edil senense. Como legitimação da sua postura alegaram o total abandono das freguesias da “serra”, como por exemplo Vide, Teixeira, Alvôco da Serra e Cabeça que, entre várias carências, nem um caminho tinham, onde passasse um carro de bois, de ligação à sede do concelho, que se revelava mais urgente para estas gentes.
Aparentemente a vigência da 1.ª Republica pouco mudou nas vidas dos habitantes desta região.
Foi já durante a 2.ª República, em Maio de 1932, que chegou a Vide uma significativa verba, atribuída pelo município para melhoramentos rurais, no valor de 5.000$00. De pouco valeu às muitas aldeias da freguesia, de facto, o centralismo municipal contagiou a Junta de Freguesia que gastou toda a verba numa única aldeia, precisamente, em Vide.

Curiosamente…

Após a Revolução de Abril de 1974 foi também um professor quem presidiu à primeira Junta de Freguesia de Vide democraticamente eleita. Falamos do Professor José Freire de Brito Figueiredo que dirigiu os destinos da autarquia até 1989.
Embora muito houvesse a fazer a verdade é que realidade económica e social de então era muito diferente da registada no longínquo 1910. Muitas escolas, acessibilidades melhoradas, saúde com médico residente, rede de fontes públicas consolidada…
No entanto a postura reivindicativa manteve-se a mesma, embora de contornos diferentes, a revolução reanimou o espírito de luta pelo desenvolvimento, que deve ser distintivo de quem se dedica à coisa pública.
A demografia marcava então a principal dicotomia entre os marcos históricos assinalados. O Professor Carlos Nobre trabalhava pressionado por um aumento populacional, que foi contínuo até à década de 1940. O Professor Brito Figueiredo lutava para tentar travar um declínio populacional que se verificava desde essa década e se mantém até ao presente.

Por João Orlindo Marques

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fornos Comunitários

Estas construções eram,fundamentais na economia local, não só para a cozedura do pão (em todas as suas variantes mais ou menos elaboradas) mas também para cozinhar diversas iguarias da gastronomia local. Não era incomum em dias de festa verem-se as mulheres acenderem os fornos logo por volta das 6h da manhã para, depois de bem aquecidos, colocarem lá dentro panelas de barro com a carne de cabra ou cabrito. Esta ficava a cozer a manhã toda e era depois servida ao almoço.

Sendo comunitários, a sua construção e manutenção era assegurada pelo contributo e voluntariado do povo. Os materiais empregues são invariavelmente os mesmos: xisto, tijolo grosseiro para o forno, madeira, lousa e o indispensável barro para isolamento do conjunto.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Lenda da Serra da Estrela ou do Pastor e da Estrela

Esta é a história de um pastor pobre que vivia numa aldeia triste e tinha por única companhia um cão. Este pastor fitava o horizonte e o seu coração enchia-se de esperança de um dia viajar para além das montanhas que envolviam a sua aldeia. Uma noite de luar em que o pastor olhava o céu estrelado, desceu até ele uma estrela pequenina com um rosto de criança que lhe falou do seu desejo. Estava ali por vontade de Deus, para guiar o pastor para onde este desejasse ir. A partir de então, a estrela nunca mais abandonou o pastor, sorrindo-lhe do céu noite após noite. Até que veio o dia em que o pastor tomou a decisão de partir e chamou a estrela. Os velhos da aldeia abanaram as suas sábias cabeças a tamanha loucura. O pastor partiu e caminhou durante intermináveis anos. O seu cão não aguentou a dura jornada e ficou pelo caminho, marcado por um sinal de pedra. O pastor chorou e continuou em busca do seu destino, envelhecendo junto com a estrela até que um dia chegaram ao seu destino, à serra mais alta, a que ficava mais perto do céu e ali ficaram juntos. O rei da região mandou-lhe emissários com promessas de poder e fortuna em troca da estrela. O pastor respondeu-lhe que a estrela não era dele mas do céu e que nunca a abandonaria. A lenda diz que ainda hoje da serra da Estrela é possível ver uma estrela que brilha mais do que as outras, de saudade e de amor por um pastor.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Arte Rupestre na freguesia de Vide

" Novo impulso na investigação da arte rupestre de Vide

Uma equipa de cinco arqueólogos vai retomar os trabalhos de estudo das gravuras rupestres encontradas, há uns anos, na freguesia de Vide, em Seia. Depois de alguns anos de interrupção, são agora retomados os trabalhos de investigação da arte rupestre na freguesia de Vide, no concelho de Seia.
Um trabalho que, mais tarde, será consubstanciado com a criação, naquela localidade, de um Centro de Interpretação de Arte Rupestre. A ideia de criação de Centro de Interpretação de Arte Rupestre em Vide nasce na sequência do projecto arqueológico "Estudo das Manifestações de Arte Rupestre das Bacias Hidrográficas dos rios Ceira e Alva", com incidência na Ribeira do Alvoco, desenvolvido pela Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA), com o apoio da Junta de Freguesia de Vide. ..."

Última hora

29-03-2011 22:25
Câmara de Seia apresenta Turismo Solidário em Aldeias da Montanha
O Município de Seia apresentou hoje o projecto da rede das Aldeias de Montanha, que vai assentar no conceito de «Turismo Solidário» e deve estar concluído como «produto» dentro de «meio-ano», segundo o vereador Jorge Brito.
Numa apresentação feita na sede do Turismo de Portugal, em Lisboa, o vereador da Câmara de Seia indicou que o investimento é feito através do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) e que a rede deverá estar a «funcionar como produto turístico em meio ano».
A palavra mais repetida para apresentar a rede foi «pessoas», ou seja, as metas de salientar laços comunitários, o envolvimento de economias familiares, de agentes locais e dos habitantes para pôr em prática o conceito de «Turismo Solidário».
António Fontes, da empresa consultora que elaborou o projecto, avançou com os adjectivos a apostar para caracterizar estas aldeias: orgulhosas, calorosas, memoriais, sãs, inovadoras, genuínas, refúgios, sagradas e generosas. Em cima da mesa, está o desenvolvimento de roteiros, gastronomia, o envolvimento nomeadamente de instituições locais, para preservar “memórias”, como as do tempo de exploração do volfrâmio. Outros planos são a criação de uma bolsa solidária, do conceito Bed & Bike (cama e bicicleta), a requalificação da aldeia do Sabugueiro, que se pretende venha a ser a «aldeia mais alta e mais tecnológica de Portugal».
Além do Sabugueiro fazem parte da rede das Aldeias de Montanha as freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Lapa dos Dinheiros, Loriga, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim e Vide.

Curiosidades

 Isenção do pagamento do imposto à Coroa (jugada)

As populações da freguesia de Vide, ficaram isentas do pagamento do tributo (jugada) à Coroa que, segundo o ensaio monográfico da Vila de Vide, do Sr. António Dias, se deveu a uma visita do Rei D. Dinis a Vide.
Consta-se que D. Dinis, ao passar pela Serra de Balocas, encontrando os pastores de Vide, fingiu ignorar o caminho para a vila e pediu que lhe ensinassem o mesmo, viajando incógnito, para melhor escutar o voz do povo.
Chegada a comitiva à vila de Vide, foi o Rei recolhido numa casa da povoação, pertencente a um rico pastor, daqueles que encontrara no caminho. O pastor vivia só na sua pousada e cozinhava as suas refeições.
O monarca não se contentando com o leite que lhe deram, pediu uma perdiz que o pastor tinha caçado no monte. O serrano e bom videense, leal e franco, sem cerimónia, entregou-lhe a ave de penas lustrosas e disse:
«Quem a perdiz quiser comer .... que a depene».
Assim, o Rei, que mostrou ser um soberano à altura, depenou e cozinhou a perdiz e saboreou a sua canja.
No dia seguinte, pronto para seguir para Coimbra, agradeceu deste modo ao seu hospedeiro :
«Rei D. Dinis
Na Vila de Vide
Se perdiz quis
Depenei e fiz
E agora, vilão
Que tiveste o Rei em casa
O que quiseres, diz».
O pastor muito atrapalhado e a gaguejar pediu desculpas e sem saber o que pedir, disse:
- Que hei-de pedir, Senhor meu?
- Pede, repetiu o Rei.
Então que as nossa ovelhas e as nossas vaquinhas, de Seixos Alvos para dentro, não paguem jugada.
E assim ficaram isentos do pagamento do referido tributo.

Casas Figueiras, Outeiro e Abitureira, e zonas envolventes

Casas Figueiras, Outeiro e Abitureira, são sem dúvida três das aldeias mais bonitas de Portugal.
Situadas  numa zona de protecção a nível de recursos naturais e paisagísticos, toda a zona envolvente faz parte de duas grandes resevas naturais, a Serra da Estrela e a Serra do Açor.
Os terrenos são básicamente xistosos e, usados para o cultivo de de uma agricultura de subsistência.
Trata-se de uma àrea protegida, com uma vegetação rica na sua diversidade: castanheiros, carvalhos, loureiros, medronheiros, e outras. No que respeita ao estrato arbustivo, encontramos a urze, o rosmaninho, a carqueja e a giesta.
A àgua das ribeiras é uma presença constante, pois mesmo quando nos afastamos dos cursos de àgua o som perdura.
A riqueza arquitectónica da zona, são as casas de xisto com telhados em lousa.
As aldeias têm um traçado e uma disposição típica de um povoamento de montanha. Abrigadas dos ventos dominantes, as casas trepam pela encosta acima, em terrenos escarpados, de difícil acesso. Os materiais de construção são aqueles que a serra oferece: xisto, rocha natural e madeira de pinheiro.
As paredes têm duas camadas, uma exterior com pedras maiores e uma interior com pedras mais pequenas. Os telhados são cobertos por lage, têm um ou dois andares, chegando a ter 4 graus de inclinação média.
Aqui podemos visitar fontes, capelas, avistar terrenos de cultivo e por nós passa apenas a brisa carregada de fortes cheiros naturais.
Algumas casas abandonadas que se cruzam no caminho são testemunho da actividade pastorícia de então, tanto de caprinos como de ovinos. Nas clareiras podem avistar-se colmeias, testemunho da actividade apícola, ainda com alguma expressão na região.
Os habitantes dedicam-se, sobretudo, à agricultura, milho, batata, feijão, vinha, ...
A natureza envolvente está quase em estado puro, observa-se pela zona envolvente diversas espécies de fauna e flora típicas do local.
A flora é em grande parte constituída por castanheiros, oliveiras, pinheiros, urzes e giestas. A fauna, sobretudo, de coelhos, lebres, javalis, raposas, doninhas, fuínhas, águias, açores, corvos, gaios, perdizes e pequenos roedores.
Casas Figueiras, Outeiro e Abitureira, são aldeias serranas, de feição rural, e acessos dificéis, um excelente exemplo de como o ser humano se adaptou ao longo dos séculos aos mais desabrigados locais. Assim, como estas três aldeias, as restantes da região sofreram uma grande mudança, com a emigração em massa que se fez sentir, perdendo-se a força da terra.
Actualmente, a desertificação das zonas do interior, afecta praticamente todas as povoações desta freguesia, Vide. As populações mais jovens emigraram para o estrangeiro ou para as grandes cidades à procura de melhores condições de vida, regressam às suas origens, durante as épocas festivas para reviver o passado e se reencontrarem com os seus familiares.
Hoje em dia, estas aldeias estão a renascer, com a força turística da zona e a construção de fontes de energia eólica.
Casas Figueiras, Outeiro e Abitureira, têm para oferecer a quem cá passa o que de mais tradicional se produz nas aldeias: hidromel, aguardente de medronho, licor de amora silvestre, de castanha, mel de urze, pão de milho e centeio, e outros produtos gastronómicos delíciosos.
A zona envolvente têm uma boa oferta turística, com alojamento e restauração.
Seja benvindo a estas três lindas aldeias serranas, situadas a 30km da torre da Serra da Estrela e a 10km do Piódão.

Sejam benvindos ao nosso blog, aqui se abre uma porta para um novo futuro!

A nossa missão é melhorar a qualidade de vida dos nossos conterrâneos, os que aqui vivem, os que estão espalhados por Portugal e os que estão fora do País; criar incentivos para os jovens; promover as nossas aldeias e a zona envolvente; divigulgar os nossos produtos artesanais, regionais e tradicionais.