quinta-feira, 21 de abril de 2011

Aldeias de Montanha através de Portal da Estrela

Câmara de Seia apresenta nova rede de Aldeias de Montanha que aposta no Turismo Solidário


Depois da apresentação da brochura “Aldeias de Montanha” a Câmara de Seia apresentou recentemente, no auditório do edifício sede do Turismo de Portugal, em Lisboa, a operação de dinamização da Rede das Aldeias de Montanha.
O objectivo desta iniciativa é «dinamizar um conjunto de aldeias de características únicas, aglomerados representativos da herança histórica, cultural e ambiental da Serra da Estrela e de Portugal». O projecto vai assentar no conceito de «Turismo Solidário» e deve estar concluído como «produto turístico» dentro de «meio ano», segundo Jorge Brito, vereador da Câmara de Seia.
O autarca referiu também que a dinamização da rede das Aldeias de Montanha assenta, cumulativamente, em três pilares, «na valorização territorial, que pretende mostrar o que de melhor se tem, no cunho diferenciador que é a inovação e na sustentabilidade ambiental, enquanto denominador deste e doutros projectos naqueles territórios». Estes três vectores têm neste território de Aldeias de Montanha «um local étimo para se treinar e para encetar estratégias e potencializar o território e criar um produto único», o que permitirá «gerar emprego, riqueza e bem-estar social». Adiantou ainda que «temos imenso potencial naquele território, pensamos no Plano de Dinamização como uma das vertentes do projecto» e que as componentes de requalificação urbana e modernização tecnológica «serão outros patamares».
Durante a apresentação da rede a palavra mais repetida foi «pessoas», ou seja, as metas de salientar laços comunitários, o envolvimento de economias familiares, de agentes locais e dos habitantes para pôr em prática o conceito de «Turismo Solidário».
António Fontes, da empresa consultora que elaborou o projecto, avançou com os adjectivos a apostar para caracterizar estas aldeias: orgulhosas, calorosas, memoriais, sãs, inovadoras, genuínas, refúgios, sagradas e generosas. Em cima da mesa, está o desenvolvimento de roteiros, gastronomia, o envolvimento nomeadamente de instituições locais, para preservar “memórias”, como as do tempo de exploração do volfrâmio. Outros planos são a criação de uma bolsa solidária, do conceito Bed & Bike (cama e bicicleta), a requalificação da aldeia do Sabugueiro, que se pretende venha a ser a «aldeia mais alta e mais tecnológica de Portugal».
Além do Sabugueiro fazem parte da rede das Aldeias de Montanha as freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Lapa dos Dinheiros, Loriga, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim e Vide, «um território que se organiza em rede, uma rede que mobiliza afinidades, afinidades que geram afectos nos turistas», salienta a autarquia.

Serra da Estrela passou de 150 mil dormidas para 600 mil

O presidente da entidade regional de Turismo da Serra da Estrela, Jorge Patrão, sublinhou a coincidência desta apresentação surgir um dia depois da atribuição do prémio Pritzker, considerado o Nobel da Arquitectura, a Souto Moura. O arquitecto começou há cerca de um mês o trabalho de reconversão de um edifício na região da Serra da Estrela, que será incluído na rede das Pousadas de Portugal.
O mesmo responsável sublinhou que em 10 anos se passou de 150 mil dormidas para 600 mil e de uma oferta «não legalizada» e restrita a quartos alugados para unidades hoteleiras. Esta é uma zona de Portugal que «não está dependente dos mercados externos», uma vez que apenas 15 por cento das dormidas são de turistas internacionais.
Presente esteve ainda o serrano e socialista Almeida Santos, que aproveitou para se «apresentar» enquanto o projecto era divulgado: «Eu sou um homem de Cabeça (uma das Aldeias da Montanha)».
















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